maio 27

como emagrecer rapido e com saude

Como emagrecer rápido e com saúde e Sem Passar Fome

“Não entendo porque não consigo parar de engordar, se como tão pouco. “Certamente você já ouviu esta reclamação. Ou até já fez. Costuma-se acusar os obesos de comerem demais; no entanto, essa não é a única razão da obesidade, nem a mais importante. Há pessoas magras que comem muito. Existe até quem se esforce para engordar, mas não consegue..

A causa dessas diferenças entre indivíduos não é totalmente clara, apesar das muitas investigações sobre o problema. Mas existem algumas hipóteses.

Antes de falar sobre genética humana, vale lembrar a importância de exercícios físicos, mas não precisa ser aqueles de academia, você pode começar e perder muito peso apenas com 15 minutos por dia em casa com um treinamento chamado Q 48. Clique para saber mais….

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Primeiramente há o fator hereditário. Um filho de pais obesos tem 80% de possibilidades de ter o mesmo problema.

Também existem fatores individuais que dependem do equilíbrio hormonal de cada pessoa. A tiroxina, por exemplo, hormônio produzido pela tireoide, acelera a combustão dos nutrientes do organismo. A insulina, pelo contrário, aumenta a produção de gordura.

Como emagrecer rápido e com saúde:

Os obesos possuem menor capacidade termogênica, isto é, produzem menos calor do que os magros. As calorias que não são transformadas em energia acumulam-se no organismo em forma de gordura. já as pessoas magras gastam mais energia para manter o corpo quente (sem que isso signifique febre), com o que consomem mais energia e têm menos depósito de gordura.

Parece que as pessoas com tendência para a obesidade têm o centro da fome mais sensível, um núcleo nervoso que regula o apetite e que se encontra no hipotálamo, no centro do cérebro.

Para que uma dieta de emagrecimento seja eficaz e bem tolerada pelo organismo, deve cumprir três objetivos fundamentais: Reduzir a quantidade de calorias ingeridas, o que significa diminuir a quantidade de alimento, o organismo humano necessita de aproximadamente 70 calorias por hora para cobrir as necessidades básicas de manutenção da vida – o metabolismo basal; Manter a proporção adequada entre os diferentes nutrientes calóricos, 55 a 65% de hidratos de carbono, 15 a 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde; Reduzir ao mínimo recomendável (15%) a proporção de calorias procedentes das gorduras, eliminando as de origem animal. Essas são gorduras saturadas, e que no organismo de quem as come, tendem a ficar depositadas no mesmo local em que se encontravam no animal do qual procedem: sob a pele. As gorduras vegetais são mais facilmente metabolizadas pelo organismo, isso significa que se transformam com mais rapidez em energia e não tem um caráter tão marcado de alimento de reserva. Os alimentos vegetais à base de soja têm muitas vantagens sobre a carne, não só nas dietas de emagrecimento, mas também para todas as pessoas em geral. A soja contém proteínas completas, com todos os aminoácidos essenciais, e não contém colesterol. Por terem menos gorduras, as calorias dos produtos de soja são proporcionalmente inferiores às que contêm a carne e seus derivados. É recomendável que a substituição de produtos cárneos por derivados da soja se realiza de maneira progressiva, para que o organismo e o paladar possam ir se adaptando ao novo tipo de alimento. Vá atras e agora você sabe Como emagrecer rápido e com saúde!

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maio 27

Passo a passo de como decorar as unhas

As maiorias das mulheres gostam de desenhos de unhas, pois deixa a mulher mais bonita e sem dizer que é um ótimo acessório. Existem diversas cores e modelos de esmaltes, têm algumas mulheres que gostam de cores mais escuras outras preferem cores mais claras, a cor do esmalte varia do que você esta usando, então procure sempre colocar uma cor que irá combinar com o que você irá usar. É muito importante que você não use cores muito chamativas como o vermelho em algumas ocasiões, tem muitas pessoas que adoram essa cor, mas você tem que ver se a cor não é muito chamativa para a ocasião.
Primeiramente tem que pensar no que você irá usar e logo em seguida a cor do esmalte, pois quase sempre acontece de você querer mudar a roupa que iria usar e com isso se caso já tiver passado o esmalte você iria ter que passar outra cor, com isso você iria ter mais trabalho. Hoje em dia tem muitas mulheres que estão usando esmaltes escuros e ainda decorados, essas cores de esmaltes ficam ainda mais bonitos, pois deixam a unha de qualquer mulher um arraso.

Passo a passo de como decorar as unhas com cores escuras.

Unhas marmorizadas.
Coloque água gelada no pote e pingue uma gota de esmalte vermelho escuro bem próximo da água, o esmalte vai se espalhar naturalmente. Pingue com outro esmalte vermelho de um tom mais claro, uma nova gota, em cima da primeira gota, sempre pingando uma gota dentro da outra e espere o esmalte se espalhar. Após os esmaltes terem espalhado, use um palito de dente para fazer o desenho de sua preferência. Mas lembre-se: Use o palito de forma superficial, riscando bem de leve, não afunde o palito na água, pois o trabalho pode ir todo por água abaixo, literalmente, depois que você tiver formado os desenhos no esmalte, você deverá escolher a parte do desenho que estampará a sua unha e deverá colocá-la a 45 graus da água, para evitar a formação daquelas bolinhas indesejáveis. Remova os excessos de esmaltes logo após ter estampado a sua unha, a fim de evitar que os esmaltes fiquem grudando nos dedos, após isso e só passar uma camada de extra brilho, e pronto.

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mar 22

Pilar Jornal e sua História

 

Pilar é um Jornal Semanal que trás informações, notícias religiosas e provocações.  Deste 1997 informa publicamente as informações. Atualmente você pode ver novidades no seu facebook oficial: https://www.facebook.com/jornalpilar

pilar

 

Veja uma das Matérias Publicada em 2001 na internet:

Quando a Igreja é o último baluarte e a única esperança

A história da Igreja tem sido também história de tomadas de posições corajosas contra abusos de poder, desmandos de tiranos e ditadores, injustiças, desigualdades. Num momento em que, em muitos lugares do mundo, as hierarquias eclesiais são acusadas pelos setores mais avançados de recuar perigosamente para posições “apenas” internas, emergem situações nas quais a Igreja se destaca como voz profética que defende a vida, a dignidade e integridade da pessoa humana e proclama a importância de se buscar a paz. Na África e América Latina os conflitos seriam bem mais profundos se a Igreja não cumprisse com coragem e firmeza este papel.

bispos

Na América Latina

Nalguns países da América Latina as feridas são ainda muito profundas. É grave a situação da Colômbia, há anos refém de um conflito que castiga principalmente a população: governo e o seu exército, tráfico de drogas, grupos paramilitares de direita e grupos revolucionários de esquerda ameaçam o povo de todos os lados. O clima de terror e a sensação de impotência tem criado uma situação que levou o papa João Paulo II a classificar o país de “moralmente doente”. Ele designou um grupo internacional de bispos para que fosse à Colômbia e avaliasse no local a situação para entender também o que, num momento como este, compete à Igreja.
— Estou horrorizado com aquilo que acontece aqui na Colômbia. Agora entendo porque o Papa fala de um país moralmente doente – disse monsenhor Priamo Tejeda Rosario, um dos responsáveis da Cáritas na América Latina e integrante do grupo que visitou o país. Ele viu um povo mergulhado na angústia mas sobretudo notou em muitos segmentos da sociedade uma expectativa muito grande em relação à ação da Igreja.
— Quem põe em nós grande esperança são os que tiveram que fugir de suas terras. Agarram-se à Igreja como ao último baluarte de uma esperança que na verdade eles já perderam. Querem que canalizemos sua dor para que chegue ao papa, ao presidente da República, às autoridades internacionais. E os bispos nos pedem que, além de compreender a situação, a compartilhemos – resumiu dom José Sánchez, secretário da Conferência Episcopal espanhola, ao voltar depois da visita e do encontro com a população.
Não é que os bispos colombianos não tenham denunciado a situação. Eles acabam de publicar documento no qual destacam o processo de degradação que como mancha de óleo se espalha na sociedade e dizem que é lá que é preciso começar a intervir.
Para as vítimas, tudo isso é extremamente importante.
— A visita dos bispos estrangeiros não somente nos conforta mas também nos dá a certeza que agora temos mais ajuda da Europa e da América do Norte. Esperamos que haja maiores pressões sobre o exército, os guerrilheiros e os paramilitares para que não nos envolvam em sua guerra e deixem de matar – resumiu Juana Palácios, uma das vítimas desta tragédia que parece querer se aprofundar cada vez mais.

Na Argélia

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Um outro importante foco de tensão é a África. Grupos internacionais de solidariedade e de direitos humanos têm denunciado com insistência, nos últimos meses, os massacres que ocorrem em vários lugares, na maioria das vezes diante da mais absoluta indiferença da opinião pública mundial.
A violência tem criado traumas profundos na Argélia onde há seis anos forças do governo e oposição se enfrentam em conflito que já deixou atrás de si um largo rastro de sangue.
Expressando a necessidade de reagir diante da situação, o bispo de Hipona publicou uma carta com algumas importantes reflexões onde analisa a violência em seus diferentes aspectos e convida o povo a levantar uma barreira contra ela.
Há, ele diz, estruturas que precisa-se combater:
— Uma condenação do tipo Somos contrários à violência em todas as suas formas serve apenas para apaziguar a consciência e é ineficaz. Levada às extremas conseqüências, se converte em desculpa para justificar a própria violência e descarregar a responsabilidade sobre os demais.
Por isso lança uma cruzada na qual a Igreja é chamada a desempenhar o papel de baluarte moral contra a degradação e a corrupção.
— A boa vontade não basta para eliminar a violência – acrescenta dom Gabriel Piroird. É preciso individuar as causas e combatê-las.
E encontra as causas da crise argelina em 4 pontos: o liberalismo econômico, a corrupção, a desconfiança e os traumas que persistem na vida e no coração daquele que foi vítima da violência. Chega ser duro em sua análise:
— A influência que um sistema econômico mais preocupado com o dinheiro e o capital que com as pessoas só pode ser gerador de estruturas de violência, dispara.
Da desconfiança que se cria em ambiente de tensão, diz:
— A desconfiança gera o medo, o medo gera a agressividade e os mecanismos de defesa… Uma sociedade que cultiva a desconfiança e descansa sobre a mentira, alimenta a violência.

Em Burundi

Ainda na África, os bispos de Ruanda e Burundi acompanham de perto a lenta agonia de seus povos e pedem, em nome dos pobres, que a comunidade internacional cesse o embargo que desde julho de 1996 pesa sobre a região.
O apelo já teve resposta por parte dos grupos que controlam o comércio internacional. Eles decidiram que o bloqueio econômico permanecerá até que o atual governo instaure sérias negociações com os grupos de oposição.

Na Bolívia

Voltando à América Latina, os Bispos da Bolívia também se fizeram porta-vozes recentemente do sentimento de impotência que toma conta da população, impotente diante da crise que aflige o país. Em documento intitulado Construir uma pátria para todos, colocaram-se do lado dos mais pobres, falando da angústia dos desempregados, da falta de perspectivas de jovens e idosos e da sede de honradez e a honestidade que se encontra nos mais variados segmentos da sociedade.
— Uma pátria sem valores éticos não tem nem identidade nem consistência e jamais procurará superar-se – lembraram os bispos.
É a Igreja em seu mais tradicional papel: de defensora intransigente da vida e geradora de esperança.

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mar 22

Biblioteca Comboniana

A Biblioteca Comboniana Afro-brasileira é um serviço
de documentação e assessoria organizado, a partir de 1992,
pelos Missionários Combonianos em Salvador, Bahia (Brasil).
biblio

Serviço de Documentação

Nos últimos quinze anos, foram reunidos mais de 2.000 textos, entre livros e revistas, sobre temas relativos às Igrejas e afro-brasileiros, nas áreas de história, sociologia, religião e teologia. Atualmente estão cadastrados cerca de 1.400 documentos, através do programa Micro-Isis da Unesco, distribuído pelo IBICT de Brasília, DF.
Consulta on-line

Várias reflexões e subsídios foram publicados sobre Igreja católica e Candomblé na Bahia, Ecumenismo e diálogo inter-religioso, Biblia e negritude, sob forma de livretos multicopiados, cadernos de pesquisa, artigos e outras colaborações.

Serviço de Assessoria

Há alguns anos prestamos serviço de assessoria às comunidades cristãs e aos agentes de pastoral sobre temas ligados à negritude e à pastoral. Racismo e identidade, história do Cristianismo no Brasil, inculturação, Bíblia e negritude, relações igrejas – religiões afro-brasileiras, são os temas principais dos encontros dos quais participamos, numa perspectiva ecumênica, oferecendo também subsídios para estudo pessoal ou de grupo e pesquisa.
O trabalho em áreas de periferia, junto às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), aos Agentes de Pastoral Negros (APNs) e ao Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), caracteriza nosso compromisso, metodologia e enfoque nos encontros.

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mar 21

CEDECA – Centro de Defesa da Criança e do Adolescente

Você pode acessar o site oficial: www.cedeca.org.br
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O que é o CEDECA?

O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia – CEDECA/Ba , fundado em 1991, é formado integralmente por entidades sociais e administrado por um Conselho de nove ONGs, das quais se elege uma diretoria de três membros com mandato de dois anos.
O Coordenador-executivo é um técnico especializado responsável pela criação e desenvolvimento de projetos, administração, articulações e representação.
O CEDECA/Ba tem como principal missão institucional participar do esforço coletivo no sentido de assegurar proteção jurídico-social (art. 87 do ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente), oferecendo mecanismos de garantia de seus direitos fundamentais quando violados ou ameaçados.
Suas ações, estratégias e alianças são dirigidas a partir de um trabalho prévio de pesquisas setoriais, colhendo dados de uma determinada realidade ou situação, para em seguida intervir com seu instrumental sócio-político-jurídico.
Foram selecionadas, inicialmente, três linhas de ação:
o combate à impunidade dos homicídios praticados contra crianças e adolescentes, que apresentava um índice de 100%;
o combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, visando o desmantelamento das redes, a responsabilização do explorador e mudanças na cultura nacional e na legislação a respeito dessa problemática;
a localização e identificação de crianças e adolescentes considerados desaparecidos, com o objetivo de proporcionar seu retorno e reintegração à família e à comunidade originais.

A CEDECA conta com projetos sociais como:

Pesquisa
Meninas de Salvador

No decorrer das ações de combate aos homicídios de adolescentes e à impunidade que acompanha esses crimes, observou-se que as vítimas eram quase todos do sexo masculino.
Ao mesmo tempo constatou-se que as meninas também eram vítimas de uma manifestação extremada de violência: o abuso e a exploração sexual. Assim, concluiu-se que, ao mesmo tempo em que os meninos eram exterminados, as meninas eram prostituídas.

Com a pretensão de fazer uma leitura correta da realidade e situação das meninas prostituídas e exploradas sexualmente, o CEDECA/Ba promoveu uma pesquisa qualitativa com o apoio do UNICEF, realizada pela socióloga Marlene Vaz, que a intitulou “Meninas de Salvador”. A pesquisa, divulgada em junho de 1994, provocou impacto nos meios de comunicação. Ela retratava a dura realidade das meninas violentadas pelo abuso e exploração sexual. Identificou as vítimas, as circunstâncias e os atores que compõem seu universo.
A pesquisa se compõe de quatro partes :
1) Metodologia – na qual se procurou abdicar de procedimentos quantitativos, com o objetivo de captar a riqueza fenomenológica dessa realidade e procurou-se captar o essencial das estruturas do senso comum, evitando a automatização dos esquemas objetivistas.
Tentou-se desvendar a lógica dos aspectos emocionais e cognitivos. Esses aspectos expressam as formações culturais trazidas através do discurso das meninas entrevistadas, onde são pontuadas as representações que elas possuem sobre o passado e o presente de suas vidas.
2) Conceito de prostituição – partindo dos aspectos intelectual e emocional, chega-se à construção conceptual de que as meninas exploradas são excluídas dos valores sociais e culturais. Não são, portanto, prostitutas, mas prostituídas.

3) Análise de Dados – contém o perfil das meninas prostituídas segundo a idade, cor, origem, escolaridade, religiosidade, local de moradia, saúde, sexualidade (incluindo menstruação, masturbação, maternidade e aborto), uso de drogas, ocupação e rendimento. Apresenta ainda dados sobre violência e a relação das entrevistadas com vários atores, entre eles os meninos de rua, a polícia, o Juizado de Menores, os clientes, as outras meninas, os gigolôs, as cafetinas e as redes de exploração.
4) Conclusão – Às conclusões de caráter sociológico e antropológico que compõem a pesquisa foram acrescentadas indicações por parte do CEDECA/Ba versando sobre as metas a serem desenvolvidas a partir desse momento: análise crítica e reconstrução do discurso tradicional sobre prostituição infantil, subsídios à formulação de políticas públicas, elaboração de um plano estratégico e estratégias de divulgação, sensibilização e mobilização.

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mar 21

Como nasceu ALÔ MUNDO – Revistinha do bem

alomundoDEZ ANOS DE AMOR E COMPROMISSO

Como nasceu ALÔ MUNDO…

Padre Carlos voltava de suas viagens sempre feliz, porque conseguia trazer listas e mais listas de novos assinantes para a revista SEM FRONTEIRAS. E no meio da alegria, há muito tempo soltava uma pergunta, que para nós era um desafio: “Quando vamos lançar uma revista missionária para a garotada? Tem muita gente esperando por ela; muita gente mesmo: nas paróquias, nos colégios, nos grupos de catequese, entre os pais…!”
Corriam os anos de 1985 e 1986 e, de verdade, o sonho de padre Carlos era também o sonho de muitas outras pessoas, não só dentro do grupo da redação e divulgação de SEM FRONTEIRAS, mas também no grande círculo de assinantes, leitores e amigos da revista.
O sonho era bonito; o amor pelas crianças do Brasil era grande; maior ainda era a confiança na sua capacidade de se abrir aos grandes ideais que Jesus veio trazer a este mundo, anunciando que Deus é um só e é Pai de todos e que, portanto, é preciso lutar sem cansar para fazer deste mundo uma casa de irmãos que se conhecem, se respeitam e torcem uns pela vida dos outros.
Por isso, naquela época, a revista SEM FRONTEIRAS já reservava algumas páginas para os leitores mirins.
Mas, e o dinheiro para se lançar uma revista nova que fosse espalhada por todo o Brasil? Já não bastava a preocupação de todos os dias no esforço de manter e fazer crescer a revista SEM FRONTEIRAS?
E quem tinha condições de pensar e produzir a nova revista, uma revista diferente e inteligente para as crianças e os adolescentes do Brasil?
Em junho de 1986, o padre Pedro Settin, diretor dos Missionários Combonianos no Brasil, chamou o padre Carlos e o padre Lino, responsáveis diretos pela revista SEM FRONTEIRAS, e mais alguns colegas para uma reunião. E disse: “Ou realizamos agora este sonho da nova revista missionária para as crianças, ou vamos esquecê-lo de vez!”. A discussão foi animada; as dificuldades foram pesadas com muito rigor, mas era claro que todos torciam para a realização do sonho. E quando o administrador de SEM FRONTEIRAS disse que havia recursos para garantir a produção e a divulgação de três números da nova revista, não houve mais resistência: estava decidido o nascimento de ALÔ MUNDO. A escolha deste nome não precisou nem de um minuto: já estava decidido e querido por todos, porque há muito tempo se dizia entre nós: “Se a nova revista nascer, vai se chamar ALÔ MUNDO!”

Padre Lino reuniu uma turma bacana de nove pessoas: uma professora, uma freira, catequista e missionária, dois casais com filhos pré-adolescentes, dois desenhistas e um experto em produção gráfica. Com muita alegria foi combinado o que poderia ser a nova revista; quais assuntos tratar, como apresentá-los, e todos os outros numerosos detalhes de um empreendimento tão sério e comprometedor…
Assim, nos meses de agosto, outubro e dezembro de 1986, foram espalhados 50 mil exemplares da nova revista por todos os cantos do Brasil. A aceitação por parte dos padres, catequistas, professores e de muitíssimos pais foi muito grande e daí começou a aventura desta bonita e querida revista ALÔ MUNDO, que está em suas mãos e que com este número 100 completa 10 anos.

Por que o nome “ALÔ MUNDO”?
Qual a sua mensagem?

Basta ler o “Oi, amigos” da revista número um:
“ALÔ MUNDO nasce para acompanhar seus leitores ao redor do Brasil e do mundo. Caminhando de mãos dadas, sabendo que vocês, crianças e adolescentes de todo o Brasil, têm a cabeça cheia de coisas boas e novas (…).
Andando pelo mundo, desde a sua rua até o lugar mais distante, faremos milhões de amigos, pois descobriremos que todas as pessoas e todos os povos têm a sua maneira de viver, de vestir, de dançar, de brincar, de rezar; e em todos o Pai do Céu semeia o gosto da vida, a vontade de amar, o desejo da fraternidade e da paz.
Infelizmente, na nossa aventura encontraremos também crianças famintas ou abandonadas, pessoas desprezadas e povos explorados; afinal, situações em que irmãos oprimem outros irmãos, e nós deveremos decidir com quem estar.
Ora, o Pai do Céu quer que todos possam viver com alegria, enriquecidos com as “vitaminas” da justiça e da fraternidade (…).
ALÔ MUNDO lhes oferecerá mil oportunidades para participar, debater, conhecer e refletir…”

Até o Presidente da República…

ALÔ MUNDO não é simplesmente uma revista para ser lida; ela incentiva ao compromisso, porque sabe que crianças e adolescentes entendem das coisas e sabem intervir.
Aconteceu em abril e maio de 1989. Em abril de 1989, aproveitando a Semana dos Povos Indígenas, ALÔ MUNDO apresentava a situação do povo yanomami do norte do Brasil, cujas terras continuavam sendo invadidas e reduzidas, contra o que manda a Constituição.
E pedia a todos os leitores que enviassem uma carta ao Presidente da República (naquele tempo era o sr. José Sarney), protestando contra as graves ameaças de extermínio, padecidas pelo povo yanomami, pedindo obediência à Nova Constituição do Brasil, que garante a vida e a cultura dos povos indígenas e exigindo a demarcação legal das terras do povo yanomami.
Os leitores leram as páginas de ALÔ MUNDO e enviaram milhares de cartas ao Presidente da República. O impacto foi tão significativo que, no final de maio de 1989, um assessor da Presidência da República telefonou à Redação de ALÔ MUNDO querendo saber quantos assinantes ela tinha e o que pretendia com tão grande movimentação por parte de seus leitores. O diretor de ALÔ MUNDO respondeu: “Os assinantes passam de 40 mil e os leitores são bem mais numerosos. O que os leitores pretendem é aquilo que está na carta enviada ao senhor Presidente: que se faça logo a demarcação das terras dos índios, para lhes garantir vida, respeito e futuro…”
E até hoje a revista e seus leitores continuam exigindo isso!
Outro gesto bonito aconteceu em 1995. Os leitores foram convidados a doar assinaturas em favor das crianças dos Assentamentos dos Sem-Terra, espalhados por muitos recantos do Brasil. A resposta a este apelo foi muito generosa. Até hoje muitas crianças e adolescentes usam em suas escolas a revista ALÔ MUNDO, que recebem graças à sensibilidade de outras crianças que sabem estender suas mãos àqueles que sofrem porque seus direitos continuam esquecidos.

Conhecer e se comprometer…

Para terminar, é bonito lembrar a carta que, alguns meses atrás, um garoto assinante de ALÔ MUNDO escreveu:
“Há bastante tempo venho ajudando na minha Comunidade. Leio a revista ALÔ MUNDO e sua leitura está fazendo amadurecer em mim duas convicções. A primeira: não dá para ficar fechado só no pequeno mundo da gente. Lá longe, por este mundo afora, há tantas pessoas que precisam de ajuda, de apoio, de fraternidade. A segunda: lendo as palavras de Jesus no Evangelho e lendo ALÔ MUNDO, estou descobrindo que não basta ficar sabendo o que acontece; é preciso se comprometer. Acho que Jesus está me chamando para ser missionário por completo. E eu estou com vontade de responder ‘sim’!”

 

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